É errado discriminar preço? Mais ainda por gênero?

No Brasil, alguns iluminados acharam que deveriam favorecer os usuários de cartões de crédito em detrimento dos que preferem pagar à vista e receber desconto. Assim, aqui, apesar de muitos ainda não saberem (como eu não sabia há algum tempo), é proibido discriminar preço por meio de pagamento.

Se você ficava perplexo por não conseguir desconto à vista, eis um dos motivos. Apesar de a transação com o cartão envolver custos adicionais, o lojista é obrigado a cobrar o mesmo preço e dividir estes custos com os demais consumidores que pagam em dinheiro. Os governantes e legisladores do nosso país não se cansam de inventar formas de ferir o bom senso econômico (ou de facilitar a vida das bandeiras de cartão).

Entretanto, não sei se para consolo ou desespero, é possível achar legislações mais esdrúxulas ao redor do mundo.

Você seria a favor de uma lei que proibisse a discriminação de preços por gênero? Posto desta forma – e em virtude do patrulhamento cego do “politicamente correto” – é até capaz de você achar que discriminar preços entre homem e mulher seja algo ruim. Mas, não é. Pare para refletir: você se depara com isso a todo tempo no seu dia-a-dia. Basta ir ao cabeleireiro e perceber que o preço do corte masculino é diferente do preço do corte feminino. Ou comprar um seguro de vida. Ou aderir a um plano de saúde. E assim por diante.

Mas, segundo o Wall Street Journal, desde o ano passado a cidade de Nova York está buscando aplicar uma lei de 1998, multando salões de beleza por diferenciarem seus preços entre homens e mulheres.

Isto concorre em pé de igualdade com a medida brasileira – se já não existir uma lei como essas por aqui, apenas esperando um iluminado, com sua boa vontade bancada pelos cofres públicos, para colocá-lá em prática.

Via Market Design

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4 thoughts on “É errado discriminar preço? Mais ainda por gênero?

  1. Pingback: É errado discriminar preço por gênero? 2 | Análise Real

  2. Pingback: As coisas mudam…igualdade de gêneros. | Análise Real

  3. As seguradoras discriminam mesmo. Não existe essa tal estatística que prova que as mulheres se envolvem em menos acidentes! Se existe é matemática de quinta categoria! Os homens precisam se esforçar em procurar seguradoras que não discriminem (parece que existem algumas), só assim, essas seguradoras safadas terão que mudar pela concorrência.

    http://www2.uol.com.br/debate/1158/colunas/colunas07.htm

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