Um economista termina com a namorada


Uma aplicação prática – e hilária – da maximização de utilidade. Tive que traduzir alguns trechos:

Os cálculos são bastante simples. Neste ponto da minha vida, o custo de oportunidade de sair com você é bastante elevado. Sexo com você me concede 17 unidades de prazer, mas eu derivo unidades negativas de prazer com a conchinha que vem logo depois [...] eu também perco unidades de prazer quando você faz essa coisa estranha com as mãos que você acha que é algo carinhoso, mas parece que você está me arranhando [...] enquanto isso, eu poderia estar fazendo muitas outras coisas em vez de gastar tempo com você. Por exemplo, eu poderia estar bebendo no bar irlandês com um grupo de amigos do trabalho. Eu derivo entre 20 e 28 unidades de prazer dando em cima de mulheres bêbadas e safadas no bar. [...] no entanto, a maioria dessas mulheres não ri das minhas piadas, o que impulsiona para baixo as unidades de prazer adquiridas. Assim, eu consigo obter entre 14 e 21 unidades de prazer em uma noite no bar. [....] como todos os seres humanos, sei que sou falível e, já que tenho uma tendência natural para descontar indevidamente o futuro, fiz questão de determinar com precisão o valor presente dos custos e benefícios. Mas, mesmo considerando os retornos marginais decrescentes de dar em cima das mulheres bêbadas e safadas supracitadas, os números simplesmente não querem que fiquemos juntos.

Via Mankiw.

1.000.000 de números aleatórios


Um livro que você não pode deixar de ler – da primeira à última página. História imprevisível, do começo ao fim. Quatro estrelas, com alguns dos melhores reviews já produzidos na Amazon.

Destaque para:

40432 33289 53985 30223 99287 (p. 136)

Via Dave Giles.

Posto de gasolina não pode, mas livrarias podem! Preço mínimo para desconto em livro digital.


Vimos preços mínimos para cigarro, para advogados… agora mais uma entidade se manifesta: carta aberta da ANL sobre o livro digital pede:

• Recomendamos estabelecer um intervalo de 120 dias entre o lançamento dos livros impressos no formato de papel no mercado brasileiro e sua liberação nas plataformas digitais.

• Solicitamos que o desconto para revenda do livro digital para todas as livrarias e para as demais plataformas seja uniforme, possibilitando igualdade de condições para todos os canais de comercialização nesse novo suporte de leitura.

• Sugerimos que a diferença de preço a menor do livro digital para o formato impresso seja no máximo igual a 30%.

Posto de gasolina não pode, mas livrarias podem?

Gag Papers. Ou: paraquedas placebo, relação entre PIB e pênis, Bon Scott versus Brian Johnson…


Leo Monastério trouxe um dos mais engraçados que eu já li: um review dos randomized controlled trials para verificar a eficácia de paraquedas na prevenção de traumas decorrentes de desafio gravitacional.

Legal a conclusão:

We think that everyone might benefit if the most radical protagonists of evidence based medicine organised and participated in a double blind, randomised, placebo controlled, crossover trial of the parachute.

Seguindo a linha, tentei relembrar dos melhores gag papers de economia:

Tem o clássico American Economic Growth and the Voyage of Columbus.

Mais moderno, o Calibrating the world and the world of calibration.

Um que resolveu a antiga controvérsia Bon Scott versus Brian Johnson.

Entre os nacionais, não temos um artigo, mas um importante manifesto: vale lembrar do clássico Manifesto da Econometria Política.

Por fim, lembro de mais dois que causaram polêmica na blogosfera, inclusive porque não se descobriu se realmente eram gag papers:

Tatu Josef Westling trata do tamanho do pênis e crescimento dos países, com um sugestivo modelo de Solow Aumentado.

E Voxi Heinrich S Amavilah discorre sobre bandeiras, suas cores, e seus respectivos impactos no bem-estar dos países.

Updates

Mais um para a lista, o melhor artigo nunca escrito.