Replicação em economia


John Cochrane soltou um post bacana sobre replicação em economia. Vale a pena conferir.

On replication in economics. Just in time for bar-room discussions at the annual meetings.

“I have a truly marvelous demonstration of this proposition which this margin is too narrow to contain.” -Fermat

“I have a truly marvelous regression result, but I can’t show you the data and won’t even show you the computer program that produced the result” – Typical paper in economics and finance.

The problem 

Science demands transparency. Yet much research in economics and finance uses secret data. The journals publish results and conclusions, but the data and sometimes even the programs are not available for review or inspection.  Replication, even just checking what the author(s) did given their data, is getting harder.

Quite often, when one digs in, empirical results are nowhere near as strong as the papers make them out to be.

I have seen many examples of these problems, in papers published in top journals. Many facts that you think are facts are not facts. Yet as more and more papers use secret data, it’s getting harder and harder to know.

The solution is pretty obvious: to be considered peer-reviewed “scientific” research, authors should post their programs and data. If the world cannot see your lab methods, you have an anecdote, an undocumented claim, you don’t have research. An empirical paper without data and programs is like a theoretical paper without proofs.

(continue lendo no blog do Cochrane)

Economia e Análise de Redes


Para quem estava na dúvida sobre como começar, segue uma lista bacana com um livro, um curso no Coursera e 4 apresentações. Além disso, para não ficar só na teoria, lembre de aprender a usar o igraph no R (livro aqui e slides aqui).

Matthew O. Jackson, Stanford University
Social and Economic Networks: Backgound

Slides (pdf)

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Daron Acemoglu, MIT
Networks: Games over Networks and Peer Effects

Slides (pdf)

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Matthew O. Jackson, Stanford University
Diffusion, Identification, Network Formation

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Daron Acemoglu, MIT
Networks: Propagation of Shocks over Economic Networks

Futebol e teorias econômicas


Os jogadores batem pênalti como previsto pela teoria dos jogos? Os mercados de apostas no futebol são eficientes?  Confira o  artigo de Ignacio Palacios-Huerta no NYT e veja como o futebol pode ter interseção com temas da teoria econômica.

Via Al Roth.

As coisas mudam…igualdade de gêneros.


Em 1824, James Mill (pai de John Stuart Mill) publicou um ensaio, suplemento da enciclopédia britânica, intitulado On Government. A certa altura, ao discorrer sobre como definir o eleitorado em uma democracia representativa, menciona (grifo meu):

One thing is pretty clear, that all those individuals whose interests are indisputably included in those of other individuals may be struck off without inconvenience. In this light may be viewed all children, up to a certain age, whose interests are involved in those of their parents. In this light, also, women may be regarded, the interest of almost all of whom is involved either in that of their fathers or in that of their husbands.

Essas poucas linhas geraram uma furiosa resposta, de mais de 200 páginas, de William Thompson e Anna Wheeler, no livro – com título mais do que auto-explicativo – Appeal of One Half the Human Race, Women, Against the Pretensions of the Other Half, Men, to Retain Them in Political, and hence in Civil and Domestic Slavery.  A visão de James Mill, felizmente, também não foi seguida por seu filho, que, mesmo que tardiamente, publicou ensaio em defesa da igualdade de gêneros, The Subjection of Women.

Avançou-se bastante. Mas, aproveitando o assunto, vale lembrar que a causa não deve ser utilizada para justificar irracionalidades econômicas, como nestes casos de salão de beleza (aqui) e seguro de automóvel (aqui).