Simulando modelos baseados em agentes no R


Rogério começou uma série de posts sobre Agent-Based Models (Modelos Baseados em Agentes) no R. O primeiro post é uma breve explicação sobre Reference Classes e  o segundo post descreve um modelo simples de Predador e Presa.  Vale a pena conferir.

Seminário sobre p-valores e significância estatística, hoje às 14:30, no Departamento de Estatística na UnB


Hoje, às 2:30pm, no prédio do CIC/EST, sala Multiuso, farei uma apresentação sobre o uso de p-valores e significância estatística em trabalhos aplicados (com foco na Economia).

Com o recente pronunciamento da American Statistical Association (ASA), o tema voltou a ficar na moda, acho que o debate será bem interessante. Estão todos convidados para a discussão!

A desigualdade de renda se manteve estável no Brasil? Ou sobre a acurácia das variáveis econômicas IV


Paper do Pedro Souza e Marcelo Medeiros e apresentação do Marcelo Medeiros na UERJ:

Dica do Leo Monastério.

Replicação de 100 estudos de psicologia: efeitos reduzidos pela metade, apenas 47% com magnitudes dentro do intervalo de confiança


O pessoal do Open Science Framework acabou de concluir um trabalho hercúleo: durante mais de 3 anos, juntaram 270 colaboradores para realizar 100 replicações de 98 artigos de psicologia. Todos os materiais do projeto, para cada replicação, encontram-se disponíveis no site, inclusive os códigos em R!

E quais os resultados? Os efeitos replicados tiveram a magnitude estimada reduzida pela metade quando comparados com os efeitos originais. Apenas 36% das replicações alcançaram “significância” estatística (p-valor menor do que 5%) e apenas 47% dos efeitos originais ficaram dentro do intervalo de confiança de 95% das replicações. Supondo que não exista viés de seleção nos estudos originais (o que é difícil de acreditar, considerando os resultados acima), uma meta análise combinando os resultados indica apenas 68% dos efeitos como “significantes”. 

Essa é uma iniciativa fantástica, é ciência como deve ser feita. E que venham mais replicações, para termos estimativas mais precisas, sem viés de publicação, do tamanho e da incerteza ao redor desses efeitos.

PS: Em economia, provavelmente nossa situação é ainda pior: a maior parte de nossos estudos é baseada em dados observacionais.