Visualizações dinâmicas dos investimentos estrangeiros no Brasil!


Os resultados do Censo de Capitais Estrangeiros no País, para o ano-base 2012, acabaram de ser divulgados no site do Banco Central do Brasil.

E, desta vez, o Censo trouxe duas novidades de visualização que merecem destaque:

Mapa do IED participação no capital, feito em D3.js:

Visualizar mapa

Treemap do IED participação no capital, com separações por país ou por setor, feito em D3plus.js:

Visualizar distribuição

Nas duas visualizações, vale a pena brincar com a distribuição do IED pelos critérios de país do investidor imediato e país do investidor final. Note que nem todas as combinações de país e setor são possíveis, pois esta abertura dos dados pode não estar disponível. O arquivo em formato xls pode ser baixado aqui.

Investimento Estrangeiro Direto no Brasil por Estado (Indústria)


Os dados do Censo de Capitais Estrangeiros no País, em 2010, trouxeram a distribuição do Investimento Estrangeiro Direto (IED) na indústria por Unidade da Federação (UF).

Somente da Indústria? E como foi feita a distribuição? Aqui voltamos ao que já dissemos sobre erro de medida (ver aqui, aqui, aqui e aqui, por exemplo). Distribuir o estoque investimento estrangeiro por UF é algo complicado, sujeito a erros diversos, tanto ao se definir a metodologia, quanto ao se mensurar o valor. No censo de 1995, por exemplo, os dados foram distribuídos por estado “[…] tomando por base o endereço da sede da empresa”. Será que essa é uma boa medida? Depende.

Percebe-se que uma indústria que concentre o grosso da sua estrutura produtiva no Pará, mas que tenha sede em São Paulo, será considerada um investimento nesta última UF.  Se a intenção é medir onde se encontra o centro administrativo, esta medida poderá ser boa. Todavia, se intenção é medir onde se encontram as unidades produtivas, esta medida terá, talvez, distorções significativas. Qual a melhor forma, então, de se distribuírem os investimentos por estado? Pela localização da sede? Pela localização do ativo imobilizado? Pela distribuição dos funcionários?  Particularmente, acho que não existe uma métrica única que se sobressaia às demais – a melhor opção depende do uso que você irá fazer da estatística.

Voltando ao Censo, a pesquisa passou a considerar a distribuição do ativo imobilizado como critério para alocação do IED – e apenas para a indústria . Os declarantes distribuíram percentualmente o seu imobilizado pelos diferentes estados e isso foi utilizado para ponderar o investimento direto pelas UF’s.

Segue abaixo mapa do Brasil com a distribuição do IED da indústria por Unidade Federativa:

IED_UF

 Para aprender a fazer o mapa, veja aqui.

Em que países os brasileiros investem?


No post anterior vimos quais países tem investimento direto no Brasil (pelo critério de país de origem imediata).

Agora, que tal visualisarmos em que países os brasileiros investem?

Para tanto, podemos pegar os dados da pesquisa de Capitais Brasileiros no Exterior. Tal qual criança quando ganha um brinquedo novo, vamos lá brincar no R mais uma vez. Abaixo, mapa com a distribuição do Investimento Brasileiro Direto (IBD), participação no capital, conforme país de destino imediato, em 2012.

IBD_pais

PS: encontrei o pdf do Applied Spatial Data Analysis with R,  então esperem mais posts deste tipo.

Investimento Estrangeiro Direto no Brasil (mapa por País de Origem Imediata)


Que tal visualizar os dados do Censo de Capitais Estrangeiros de uma maneira diferente?

Abaixo, mapa com a distribuição do Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil, critério participação no capital, em 2010, segundo o país de origem imediata. O mapa foi feito no R. Quanto mais escuro, maior o investimento daquele país em empresas brasileiras.
IED_Pais

PS: agradeço ao Rogério pelo didático post ensinando o caminho das pedras.

Empresas com capital estrangeiro no país: informações contábeis e econômicas


Ontem foi publicado novo quadro no Censo de Capitais Estrangeiros no País, com algumas informações contábeis e econômicas das empresas com capital estrangeiro. Os dados podem ser acessados aqui, quadro nº 21.

Em 2010, os dados se referem a empresas de investimento estrangeiro direto, isto é, àquelas que detinham pelo menos um investidor estrangeiro com 10% ou mais do poder de voto. Naquele ano, por exemplo, essas empresas empregaram cerca de 2 milhões de pessoas e responderam por cerca de 40% das importações e exportações nacionais. É interessante notar que não entram nestes dados operacionais os números correspondentes às empresas de investimento estrangeiro indireto cujas informações não estejam consolidadas na matriz. Assim, muito provavelmente, esses números subestimam as atividades relacionadas ao capital estrangeiro no país.

Convém ressaltar que o quadro também apresenta dados contábeis e econômicos das empresas com capital estrangeiro de 1995 a 2005, mas esses não são diretamente comparáveis aos dados de 2010, pois houve uma mudança de metodologia na pesquisa. Em 1995, 2000 e 2005, os dados se referiam às empresas em que os investidores não residentes detinham, individualmente ou não, 10% ou mais das ações ou quotas com direito a voto, ou 20% de participação direta ou indireta no capital total, abarcando grupo de empresas mais amplo do que o da pesquisa de 2010.