Londres para economistas: Keynes e Phillips


Keynes morou em Bloomsbury, em frente a Gordon Square, casa n 46.
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E não somente Keynes, mas também outros membros do Bloomsbury Group moraram ao redor.
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Já no museu de ciência, em South Kensington, você encontra a máquina hidráulica que Phillips (o mesmo da curva de Phillips) criou para explicar a macroeconomia visualmente.
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Você pode regular diversas funções na máquina, como a reação do investimento à taxa de juros, gasto do governo, preferência pela liquidez para ver o que ocorre com a renda nacional.

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Londres para economistas: David Ricardo, Thomas Gresham, Thomas Mun


A construção abaixo é do Bank of England (banco central da Inglaterra).
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Ao seu lado, construção onde costumava ficar o London Stock Exchange (bolsa de valores de Londres).

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E um dos prédios da antiga Royal Exchange, fundada por Sir Thomas Gresham.
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Falando em Gresham, além de ter sido uma figura proeminente em sua época, é ele quem dá nome a uma famosa lei em economia, a Lei de Gresham (mais um caso da Lei de Stigler). Além disso, Gresham também tem uma rua batizada em sua homenagem, Gresham Street:
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Gresham foi enterrado na Igreja de St Helen Bishopsgate, onde também se encontram os restos do mercantilista Thomas Mun.
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David Ricardo morou em uma casa no mesmo local onde hoje é 33-34 Bury Street.
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E também negociava ações em uma Coffee House que se encontrava onde hoje é a Change Alley.
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Ps: dicas do Leo Monasterio, podem ser encontradas aqui.

Empresas com capital estrangeiro no país: informações contábeis e econômicas


Ontem foi publicado novo quadro no Censo de Capitais Estrangeiros no País, com algumas informações contábeis e econômicas das empresas com capital estrangeiro. Os dados podem ser acessados aqui, quadro nº 21.

Em 2010, os dados se referem a empresas de investimento estrangeiro direto, isto é, àquelas que detinham pelo menos um investidor estrangeiro com 10% ou mais do poder de voto. Naquele ano, por exemplo, essas empresas empregaram cerca de 2 milhões de pessoas e responderam por cerca de 40% das importações e exportações nacionais. É interessante notar que não entram nestes dados operacionais os números correspondentes às empresas de investimento estrangeiro indireto cujas informações não estejam consolidadas na matriz. Assim, muito provavelmente, esses números subestimam as atividades relacionadas ao capital estrangeiro no país.

Convém ressaltar que o quadro também apresenta dados contábeis e econômicos das empresas com capital estrangeiro de 1995 a 2005, mas esses não são diretamente comparáveis aos dados de 2010, pois houve uma mudança de metodologia na pesquisa. Em 1995, 2000 e 2005, os dados se referiam às empresas em que os investidores não residentes detinham, individualmente ou não, 10% ou mais das ações ou quotas com direito a voto, ou 20% de participação direta ou indireta no capital total, abarcando grupo de empresas mais amplo do que o da pesquisa de 2010.

Previsivelmente Irracional


Suponha que a revista The Economist tenha três opções de assinatura:

  • a) Assinatura online por R$59,00
  • b) Assinatura impressa por R$125,00
  • c) Assinatura impressa + Versão online por R$125,00

Qual opção você escolheria?

Em um estudo, 84% das pessoas escolheram a assinatura impressa + online e 16% a assinatura online.  Isto é, as pessoas, na média, preferiram a opção “c” à opção “a”. Ninguém escolheu a opção “b”, afinal, não faria sentido pagar R$125,00 para ter somente a assinatura impressa tendo em vista que, pelo mesmo preço, você pode ter as duas assinaturas.

Agora imagine que a The Economist forneça apenas duas opções:

  • a) Assinatura online por R$59,00
  • c) Assinatura impressa + Versão online por R$125,00

Isto faria alguma diferença na sua escolha?

Neste mesmo estudo, ao apresentar apenas as duas opções, as preferências mudaram! 32% das participantes escolheram a assinatura impressa + online e 68% a assinatura online. Isto é, agora as pessoas preferem “c” a “a”.

Note que houve uma violação na consistência das preferências. A explicação para este comportamento é que, em geral, não temos muita habilidade para comparar preços de forma absoluta, mas o fazemos bem de forma relativa. Pagar R$125,00 reais por uma assinatura impressa e online é um bom negócio?  Olhando apenas as duas opções, “a” e “c”,  pode parecer caro, pois esta opção é mais do que o dobro da outra. Mas, ao colocar a opção “b”  com o mesmo preço da opção “c”, isso induz o consumidor a achar que, ao escolher “c”, está levando de graça a assinatura online – e esta opção passa a ser um ótimo negócio!

Este exemplo é de um trabalho de Dan Ariely, pesquisador de economia comportamental (na linha de Daniel Kahneman), que comecei a acompanhar mais de perto por sugestão de um amigo. Endosso aqui a recomendação. Além deste tema, o autor trata de outros assuntos interessantes: o que te motiva no trabalho? o que leva uma pessoa a ser desonesta? como tomamos decisões importantes?

Ariely mantém um site e blog e acabou de ministrar um curso no Coursera que me surpreendeu positivamente: vídeos animados, engraçados e bem explicados, além de bibliografia muito bem escolhida. O curso já está encerrado, mas se você correr o material ainda se encontra disponível.  Ou você pode conferir as apresentações no TED. Ariely também é autor de três livros de ecomia comportamental para leigos que viraram best-sellers. Todos já foram traduzidos para o português: Previsivelmente Irracional, Positivamente Irracional e A mais pura verdade sobre a desonestidade (em inglês há uma versão do Kindle com os três livros juntos).