Teoria dos jogos na prática


Há algum tempo tinha lido esta matéria bem legal da “The Economist” e sempre me esquecia de compartilhar, agora vai. Ela menciona várias aplicações de teoria dos jogos. Um dos autores mencionados é o Bueno de Mesquita, que já apresentou uma palestra no TED. Ainda não tive tempo de ler os livros, tampouco os artigos do autor, mas já ouvi boas referências sobre a “Selectorate Theory” e críticas bastante incisivas ao “The Predictioneer’s game“. O pé atrás com relação ao Bueno de Mesquita surge no próprio vídeo do TED: 90% de acurácia é simplesmente bom demais para ser verdade. Mas ele não deixa de ser polêmico e incitar a curiosidade sobre os trabalhos que presta em sua consultoria privada. Se tem gente pagando por suas previsões, não é provável que todos sejam otários e que elas não sejam de alguma valia (mas, lógico, improvável não quer dizer impossível).

Também gostaria de compartilhar o site e o blog do Alvin Roth. O autor faz um uso bem interessante da teoria dos jogos para o programa de matching dos residentes de medicina nos EUA (no Brasil, lembro do artigo da Marilda Sotomayor sobre matching na pós-graduação em economia). Ele também trabalha com matching para doações de órgãos quando o mercado, por algum motivo, não é permitido, entre outras aplicações. Aproveito igualmente para compartilhar um link de uma matéria, um pouco antiga, mas bacana que havia lido sobre o Alvin Roth no Boston Globe. Para quem buscava exemplos de aplicações para teoria dos jogos, os links acima têm material para muitos dias de diversão.

Sobre o blogue e a procrastinação II


Parece que a procrastinação produtiva e estruturada é de fato um dos impulsores a levar o sujeito blogar, mais um a confirmar a teoria é Andrew Gelman.

Freakonomics revisitado e o efeito do Tea Party


Compartilhando algumas leituras:

Andrew Gelman discute com Stephen Dubner sobre suas críticas ao Freakonomics. O artigo original com as críticas, que são simples mas muito pertinentes, pode ser conferido aqui.

Mankiw dá a dica de um artigo que usa dias chuvosos como variável instrumental para capturar o efeito político do Tea Party.

O poder da estatística, ou como você é tão previsível.


Nos EUA, um pai ficou indignado ao encontrar, na sua caixa de correio, cupons de desconto para roupas de bebê enviados por uma cadeia de varejo em nome de sua filha menor de idade. Acusou a loja de tentar induzir a garota a ser mãe precocemente. Mas, após confrontar a adolescente, descobriu que a filha já estava grávida. Só ele não sabia. Os estatísticos da loja de departamentos Target não tiveram acesso a nenhum teste de gravidez. Apenas inferiram que aquela consumidora iria dar à luz cruzando informações de compras: a mudança no seu padrão de consumo era consistente com o de outras grávidas. Foram tão precisos quanto um exame de ultrassom.

Via Moral Hazard.

Por que nações fracassam?


Blog do Acemoglu e Robinson na área. Os dois são autores de um artigo bastante citado na literatura sobre crescimento econômico e instituições, principalmente pela inventividade da variável instrumental utilizada.

Via Mankiw.

The economist’s “shit happens”


Vídeo hilário do stand-up economist.

Via Mankiw.

Divulgando – Segundo encontro nacional de blogueiros em economia


Pena que é em dia de semana, mas a iniciativa é excelente e não custa divulgar.

Mais informações no blog do shikida