Statistics – PSDB Style


Porque pau que bate em Chico, bate em Francisco.

Em sua Fanpage do Facebook, o PSDB inovou com um gráfico de escalas, digamos, heterodoxas:

Captura de Tela 2014-09-17 às 19.47.36

Note que a distância de Marina para Aécio (11 pontos percentuais) está menor do que a distância de 15 para 19 (4 pontos percentuais) do próprio Aécio . O gráfico com escalas ortodoxas ficaria assim:

psdb

Mais similares: Emir Sader/Emir Sader de novo/Fox News/Venezuela/Globo News

PS: veja pelo lado bom, é uma lição de como ver o copo meio cheio.

Dica do Marco Antonio!

 

 

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7 pensamentos sobre “Statistics – PSDB Style

  1. Só que o gráfico apresentado como correto também está errado (eixo y cortado em vez de começar do zero). A bem da verdade, mentir com gráficos é uma praxe – há até um livro clássico sobre o tema (“How to lie with statistics”), cuja primeira edição é de 1954.

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      • Oi, Carlos. Permita-me discordar: há sim problema em iniciar o eixo y em valor diferente de zero. Vide, por exemplo, http://www.ibcs-a.org/standards/74. Em algumas situações é admissível cortar o eixo, mas as regras de exceção não se aplicam a este caso.

        Saudacoes

        [Tenho um blog (dashandot.blogspot.com.br) só para discutir coisas desse tipo.]

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      • Interessante seu blog, Maurício!

        Quanto ao eixo zero, há dois autores de que gosto bastante, que são considerados “papas” em visualização de dados – Edward Tufte e William Cleveland – e ambos sustentam uma posição com a qual concordo. Em geral, a recomendação de ambos é a de que, para gráficos de linha em que o foco é a variação ao longo da série, o eixo Y não se inicie em zero, mas sim no valor mais baixo (ou próximo). Se o autor quiser focar no nível absoluto da série, aí iniciar o eixo em zero pode (deve) ser interessante.

        De toda forma, concordo que mensagem geral de tomar cuidado com o início do eixo é importante para evitar coisas bizarras como essa.

        Abs

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      • O Stephen Few também defende que gráficos de linhas (ou pontos) possam não se iniciar no zero, enquanto Robert Harris ressalva que deve ser evitado por distorcer os dados. [Ignoro como inserir os links para os livros de ambos.] O assunto dá muito pano para manga e vou fazer um post sobre isto.
        Em caso de colunas (ou pseudoclunas como no grafico bizarro que mencionou) começar em zero é mandatório.

        Saudacoes

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  2. Pingback: Retrospectiva: posts mais lidos de 2014 | Análise Real

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