Workshop de Teoria dos Jogos em homenagem à Marilda Sotomayor


Será em julho do ano que vem, mais informações aqui.

Pela rápida leitura do programa, destaco o mini-curso de desenho de mecanismos com o recém ganhador do prêmio nobel de economia, Alvin Roth, além da presença de outros ganhadores, como John Nash, Robert Aumann e Eric Maskin.

Especialmente para os alunos, não dá para perder.

 

Solucionando crimes com matemática e estatística


Enquanto Breaking Bad não volta, comecei a assistir ao seriado Numb3rs, cujo enredo trata do uso da matemática e da estatística na solução de crimes. Confesso que, a princípio, estava receoso. Na maior parte das vezes, filmes e seriados que tratam desses temas costumam, ou mistificar a matemática, ou conter erros crassos.

Todavia, o primeiro episódio da série abordou uma equação para tentar identificar a provável residência de um criminoso, sendo que: (i) os diálogos dos personagens e as explicações faziam sentido; e, algo mais surpreendente, (ii) as equações de background, apesar de não explicadas, pareciam fazer sentido. Desconfiei. Será que era baseado em um caso real?

E era. Bastou pesquisar um pouco no Google para encontrar a história do policial que virou criminologista, Kim Rossmo, em que o episódio foi baseado. E inclusive, encontrar também um livro para leigos, de leitura agradável, que aborda alguns dos temas de matemática por trás do seriado: The Numbers behind Numb3rs.

A primeira equação que Rossmo criou tinha a seguinte cara:

rossmo

A intuição por trás da equação pode ser resumida desta forma: o criminoso não gosta de cometer crimes perto da própria residência, pois isso tornaria muito fácil sua identificação; assim, dentro de uma certa zona B, a probabilidade de o criminoso residir em um certo local é menor quanto mais próximo este estiver do crime (esse é o segundo termo da equação). Entretanto, a partir de certo ponto, começa a ser custoso ao criminoso ir mais longe para cometer o crime – assim, a partir dali, a situação se inverte, e locais longe do crime passam a ser menos prováveis (esse é o primeiro termo da equação). Em outras palavras, você tenta calcular a probabilidade de um criminoso morar na coordenada (Xi , Xj), com base na distância desta com as demais coordenadas dos crimes (xn, yn), levando em conta o fato de a residência estar ou não em B. Os parâmetros da equação são estimados de modo a otimizar o modelo com base nos dados de casos passados.

Por mais simples que seja, a equação funcionou muito bem e Kim Rossmo prosseguiu com seus estudos em criminologia. Evidentemente que, como em qualquer modelo, há casos em que a equação falha miseravelmente, como em situações em que os criminosos mudam de residência o tempo inteiro – mas isso não é um problema da equação em si, pois o trabalho de quem a utiliza é justamente identificar se a situação é, ou não, adequada para tanto. Acho que este exemplo ilustra muito bem como sacadas simples e bem aplicadas podem ser muito poderosas!

PS: O tema me interessou bastante e o livro de Rossmo, Geographic Profiling, entrou para a (crescente) wishlist da Amazon.

Como acompanhar blogs de uma maneira melhor? Ou, você já substituiu o Google Reader?


Uma das melhores formas de acompanhar seus blogs favoritos é ter um leitor de RSS. Com ele você não precisa lembrar de entrar em cada um dos blogs que acompanha para saber se há um post novo. Você recebe o conteúdo diretamente no seu leitor, seja no computador, tablet ou celular. Inclusive, a formatação de leitura costuma ser melhor do que nos próprios blogs.

Um leitor muito popular era o Google Reader que, infelizmente, será encerrado. Se você ainda utiliza o Google Reader, não perca mais tempo e migre logo para um outro leitor, para não correr o risco de ter que reconstruir sua lista de blogs. Eu, particularmente, recomendo o Feedly, pois a migração é muito fácil, basta um click.

E se você ainda não tinha um leitor de RSS, aproveite para começar a utilizar um. No começo você poderá achar um pouco estranho, mas depois verá que ele te poupará bastante tempo e será bastante útil em suas leituras.

Para não dizerem que sugeri apenas um leitor, seguem abaixo outras opções:

 

Guias e dicas para alunos de mestrado e doutorado


Na semana passada divulgamos o Manual de sobrevivência na universidade: da graduação ao pós-doutoradodo Leo Monasterio. Nesta semana, Dave Giles faz um levantamento de guias e dicas para os alunos de mestrado e doutorado que valem a pena ser compartilhados:

Para você que está fazendo mestrado ou doutorado e se sentia perdido, eis bastante material para consulta.

Agora parece ser uma boa hora para comprar seu Kindle no Brasil (até 12/06)


Em janeiro escrevi um post explicando por que, se você gosta de ler, você deveria comprar um e-reader.  Agora fiquei sabendo de uma promoção da Amazon Brasil, com um desconto de R$100 no Kindle 4, saindo por R$199,00, mas a princípio somente até o dia 12/06/2013. Se por algum motivo você estava adiando a compra, esta parece uma excelente oportunidade.

PS: não ganho nada com a propaganda do Kindle, você também pode olhar o Kobo da Cultura. Mas por R$199,00 o Kindle, que é um excelente e-reader, também é, agora, o mais barato em venda no Brasil. Vamos torcer para que isto incite uma guerra de preços e para que estas reduções sejam permanentes.

Manual de sobrevivência na universidade: da graduação ao pós-doutorado


Ainda não li, mas já peguei o meu. Leo Monasterio divulga seu livro Manual de sobrevivência na universidade: da graduação ao pós-doutorado.

Dentre os tópicos abordados, os seguintes me chamaram a atenção:

– Como ser um ninja no Google Acadêmico
– Técnicas de sobrevivência aplicadas às reuniões
– Qual a diferença entre ciência e picaretagem?
– Como descobrir se um concurso para professor é armado?

E, apenas hoje, você baixa de graça para o Kindle.

Mais Google: previsões de gripe e de dengue em “tempo real”


Como já havia dito, para quem gosta de trabalhar com dados, conciliando teoria e prática, o Google deve ser a empresa dos sonhos.

Agora, veja a empresa fornecendo mapas com tendências de gripe  e  de dengue ao redor do mundo, com detalhes anuais por país e em “tempo real”, tomando por base termos de pesquisa relacionados às doenças e seus sintomas.

Será que a dengue está pior este ano do que no ano passado no Brasil? Aparentemente sim. E os dados do Google podem fornecer uma resposta mais tempestiva do que os dados oficiais:

Dengue

Mas esses dados fornecem uma boa aproximação dos casos reais? Bom, julgue você mesmo com o gráfico abaixo, comparando o indicador do Google com os dados do Ministério da Saúde:

Dengue 2

Impressionante.

Mais sobre o Google aqui (entrevista com Nate Silver) e aqui (Hal Varian aplicando teoria dos jogos na prática).

Via Marginal Revolution

Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil – 2010 e 2011


O Banco Central do Brasil divulgou, hoje, os resultados do Censo de Capitais Estrangeiros no País para os anos de 2010 e 2011. O estoque total de IED estimado para 2010 é de US$670 bilhões e, para 2011, esse valor alcançou a cifra de US$688,6 bilhões.

O Censo agora conta com nova metodologia que permite estimar o estoque integral de IED, segundo os padrões internacionais definidos na sexta edição do Manual de Balanço de Pagamentos e Posição Internacional de Investimentos (conhecido como BPM6) do FMI, e na quarta edição das Definições de Referência de IED (conhecido como BD4). Entre as novidades da pesquisa encontram-se: (i) a mensuração do IED empréstimo intercompanhia; (ii) a valoração por valor de mercado do IED participação no capital; e, (iii) a separação entre país do investidor imediado e país do investidor final. Então é preciso cautela ao comparar os dados desses dois anos com os dados dos anos anteriores.

Quanto ao primeiro ponto, o IED empréstimo intercompanhia totalizou US$82,8 bilhões em 2010 e US$99,4 bilhões em 2011 valores, portanto, substanciais. Já a mensuração por valor de mercado, apesar de ter sido realizada para apenas 11% dos declarantes, respondeu por um aumento no estoque de IED participação no capital de US$121,2 bilhões, em 2010, e de US$89,9 bilhões, em 2011, em comparação ao valor por patrimônio líquido. Por fim, a diferenciação entre país do investidor imediato e país do investidor final permite reduzir a distorção das estatísticas causadas por paraísos fiscais. Por exemplo em 2010, pelo critério de investidor imediato, a Holanda tem estoque de US$163,3 bilhões de IED participação no capital, enquanto que, pelo critério de investidor final, este número cai para US$14,9 bilhões.

Vale ressaltar aqui outra novidade: o Censo, que antes era quinquenal, passou a ter uma edição anual, direcionada a declarantes de grande porte. Deste modo, enquanto, em 2010, a pesquisa contou com 16.844 declarantes, em 2011, a pesquisa foi realizada com 3.176, cerca de 19% do número anterior, mas representando estoque declarado de IED participação no capital de US$523,3 bilhões (89% do valor total). Os 11% restantes foram foram estimados com base na última declaração dos demais declarantes, acrescidos os fluxos do balanço de pagamentos e dados do registro de capital estrangeiro (RDE-IED).

Para aqueles que se interessam por dados de investimento estrangeiro no Brasil, confira a nota aqui e os dados em excel aqui.

Rethinking Macro Policy II: First Steps and Early Lessons


Conferência com Akerlof, Tirole, Roubini, Blanchard, Romer, Stiglitz, Woodford, Fischer – entre outros nomes – será transmitida ao vivo pelo site do FMI, dias 16 (amanhã) e 17 (quarta). Vale a pena conferir.

Sete mitos sobre a economia brasileira


Por Drunkeynesian.